terça-feira, 18 de novembro de 2014

SÉRIE ENLAÇADOS PELO ENCANTO


Segunda Chance





'Uma nova chance de ser feliz.

Todos na cidade podiam ver que eles não combinavam. Mac era um forasteiro audacioso com um mistério em seu passado, e Lucy a boa menina filha do médico.
'A súbita partida de Mac só provou que estavam certos… Sete anos depois, uma festa de Dia das Mães traz Mac de volta à vida de Lucy, e ela mais uma vez fica encantada.
Seria a hora de terem uma segunda chance?



Capítulo Um



— Grupo Hudson, como posso direcionar sua chamada?
— Macintyre Hudson, por favor.
O silêncio poderia ser uma desaprovação? Lucy Lindstrom perguntou a si mesma. Talvez pelo fato de ela ter ligado para uma empresa multimilionária e pedido para falar com o presidente?
— O Sr. Hudson não está disponível no momento. Gostaria de deixar recado?
Lucy reconheceu a voz do outro lado da linha. Era o mesmo tom de piedade da recepcionista que havia anotado o seu nome e número 13 vezes nessa semana. Mac não iria falar com ela a menos que quisesse. E claramente ele não queria. Lucy precisou lutar contra si mesma para permanecer na linha.
— Trata-se de um assunto urgente de família.
— O Sr. Hudson não está na sala. Preciso verificar se ele se encontra no edifício. E terei que informar seu nome.
— Você pode dizer que é Harriet Freda que está ligando.
— Vou anotar seu número e pedir para que ele lhe telefone de volta assim que eu o encontrar.
— Está bem. Vou aguardar na linha — declarou Lucy com firmeza.
Enquanto aguardava, ela fitou o papel em sua mão. O documento exibia vários nomes. Porém, o do empresário pareceu ganhar brilho. O garoto que arruinou a minha vida. Macintyre W. Hudson. Uma voz sussurrou do seu passado: “Todos me chamam apenas de Mac.” E dessa forma, sete anos se passaram, e ela ainda podia vê-lo, Mac Hudson, o garoto mais lindo que já conhecera, com aquele cabelo escuro, olhos risonhos, os fios sedosos cor de chocolate caindo-lhe sobre a testa.
Lucy sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha e lembrou-se exatamente do motivo pelo qual aquele garoto havia arruinado sua vida. A diferença era que agora ele não era mais um garoto, e sim um homem. E ela uma mulher.
— Macintyre Hudson não arruinou sua vida — afirmou Lucy para si mesma.
—Apenas roubou alguns momentos dela. Mas que momentos tinham sido estes, uma voz persistiu em seu interior.
— Bobeira — declarou ela firmemente. Lucy nunca freqüentara a faculdade como seus pais esperavam, ao invés disso, tinha se tornado uma balconista em uma livraria na cidade vizinha de Glen Oak.

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Coração de Gelo


Série Enlaçados Pelo Encanto




Um beijo para aquecer o coração…



Desde a morte de sua mulher, o coração do arquiteto Brendan Grant se tornou uma pedra de gelo.
Até que um gato doente o leva à porta de Nora Anderson.
Ela tem a reputação de cuidar de animais machucados, mas Brendan se pergunta se é capaz de curar pessoas também.
A companhia dela e de seu sobrinho órfão derretem o coração de Brendan. Contudo, como uma leoa, Nora protege a nova vida que criou para si e o sobrinho. Agora, ela será capaz de incluir Brendan?

Capítulo Um

Brendan Grant acordou repentinamente. De início, ouviu apenas o som constante da chuva no telhado, mas então o telefone tocou, estridente, atordoando seus nervos. Seus olhos voltaram-se para o relógio ao lado da cama.
Três da manhã.Ele começou a sentir o coração bater mais forte. Que notícia boa viria de um telefone às 3h?
Então lembrou-se, e mesmo depois de ter se lembrado, tocou o outro lado da cama. Dois anos e meio depois, ainda sentia a onda de choque e o vazio. Becky se fora. O pior já havia acontecido.
Ele vasculhou na escuridão pelo telefone e o atendeu.
— Sim? — A voz dele estava embargada de sono.
— Charlie está morrendo.
E então o telefone ficou mudo nas mãos dele.
Brendan ficou ali por mais um tempo, segurando o telefone mudo, sem querer levantar-se. Ele nem gostava tanto assim de Charlie. As obras no condomínio à beira do lago, o Village on the Lake, iriam começar no dia seguinte. Seu projeto havia chamado a atenção de várias revistas de arquitetura, e, segundo o planejado, o projeto tinha sido indicado ao prestigioso Prêmio Edgar Jonathon.
Mesmo assim, como sempre, antes e até mesmo depois de começarem as obras, Brendan lutava contra uma sensação de que aquilo não era o que queria, ou ainda que estava deixando passar alguma coisa. Ele reconhecia que o estresse estava começando. Era um homem que precisava de seu sono.
Mas com um murmúrio resignado sentou-se na beirada da cama e ali ficou por um momento, com a cabeça entre as mãos, ouvindo a chuva no telhado. Ele não agüentava mais a chuva. E com certeza não queria sair debaixo dela às 3h.
Então, com um suspiro, pegou o jeans.
Dez minutos depois estava na varanda da frente de Deedee, batendo na porta. A casa dela ficava a dois minutos de carro da dele. Brendan virou-se e observou a vizinhança. Ambos gostavam de Colina, o bairro mais prestigioso de Hansen, e mesmo em uma noite pavorosa a vista era espetacular.
Em meio à névoa rala se podia vislumbrar a cidade inteira, casas da virada do século pintadas em tons pastéis aninhadas sob velhos carvalhos, nas encostas das colinas. Além das casas e do amontoado de prédios do centro, luzes penetravam pelo cinza melancólico e eram refletidas nas águas negras e incansáveis do Lago Kootenay.
Brendan voltou-se novamente quando ouviu o barulho da porta. Deedee o encarava com suspeita por uma fresta, como se houvesse alguma possibilidade de que, por uma infeliz coincidência, no mesmo instante em que ela ligara para ele, um invasor — o primeiro de Hansen — estivesse esperando à sua porta da frente para assaltar os idosos.
Satisfeita por ser Brendan Grant em pessoa, abriu a porta.
— Mas você não parece o diabo em pessoa?

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sábado, 15 de novembro de 2014

SABOR DE VINGANÇA

SABOR DE VINGANÇA
THE REVENGE AFFAIR
SUSAN NAPIER


RESUMO

Missão: Roubar o noivo?

Joshua Wade estava convencido de que Regan planejava arruinar seu casamento. Por que outro motivo ela teria concordado em organizar a cerimônia, quando era evidente que guardava ressentimentos contra ele? Regan tinha de admitir que havia um assunto não resolvido entre eles: uma inconseqüente noite de prazer...

Regan não estava buscando vingança, embora tivesse um motivo secreto para se aproximar da família de Joshua. O problema era que jamais poderia revelar seus planos... nem mesmo quando Joshua confessou que seu casamento não passava de uma farsa e que ele queria colocar a aliança no dedo de Regan!



CAPÍTULO I

Quando a porta do elevador se abriu, Regan secou o suor das mãos no vestido preto, respirou fundo e tentou afastar a dúvida que minara sua confiança durante a subida.
Se havia chegado até ali, não poderia mais fugir.
Com passos hesitantes, pisou no mármore frio do saguão do décimo-quarto andar, onde reinava o silêncio absoluto, como se o movimento que tomava conta das ruas de Auckland no inicio da noite não existisse.
Regan olhou em volta, examinando o ambiente neutro criado pelas paredes claras e vasos de plantas tropicais. A única falha na elegância do local era a pequena luz vermelha da câmera do sistema de segurança.
O ruído abafado da porta do elevador se fechando atrás dela provocou-lhe um arrepio e a sensação de estar temporariamente isolada do mundo. Era como se o destino estivesse tomando a decisão por ela, forçando-a a levar adiante o plano audacioso que tinha para aquela noite.
Cerrando os punhos, Regan seguiu pelo corredor à esquerda, até a porta do apartamento que procurava. A idéia de estar sendo observada através da câmera às suas costas era constrangedora, mas ela se obrigou a caminhar com passos firmes e graciosos. Nem sequer lhe passou pela cabeça que sua presença poderia estar sendo gravada. Ingênua, imaginara que, por proteção das duas partes envolvidas, os eventos daquela noite permaneceriam convenientemente incógnitos.
O salto alto e dourado dos elegantes sapatos pretos de encontro ao mármore frio soava como pequenas exclamações, marcando seu progresso na direção da porta.
Pense nisso como sendo um simples encontro, Regan repetiu para si mesma, tentando imitar a atitude ousada de sua colega de apartamento, de dezenove anos. Infelizmente, a idéia não era tão estimulante para uma mulher que não tivera nenhum envolvimento casual durante mais de cinco anos.
Ora, era muito fácil para Lisa e para sua cínica prima Cléo, cujas carreiras de modelo as haviam ensinado a pensar nos homens como meros acessórios. Porém, esse tipo de relacionamento não fazia parte da experiência de Regan. Nos cinco meses que haviam se passado desde que respondera ao anúncio para dividir um apartamento com Lisa e Saleena, ela acabara se dando conta de que sempre fora protegida demais contra a realidade da vida. Sempre acreditara que o respeito mútuo e os interesses comuns fossem a essência de qualquer relacionamento entre um homem e uma mulher. Sua educação rígida excluíra a idéia chocante de que uma mulher poderia escolher um homem simplesmente de acordo com seu estado de espírito no momento, e não por ele representar um investimento emocional estável, a longo prazo.
Aquela noite prometia ser uma revelação, em diversos aspectos.
Regan passou a língua pelos lábios ressecados. Tinha plena confiança em suas habilidades sociais como anfitriã, ou para circular em meio a grupos de amigos, ou contatos comerciais, mas pouco conhecia dos costumes modernos no que dizia respeito a circunstâncias mais intimas, envolvendo apenas um homem e uma mulher.
Um arrepio percorreu-lhe a espinha, quando uma imagem erótica se formou em sua mente. Sentiu a pele clara corar diante das possibilidades excitantes que cercavam o final daquela noite.
Evidentemente, isso só aconteceria se ela quisesse. Aquela era uma prerrogativa feminina, mas Regan não era ingênua a ponto de acreditar que o homem com quem deveria se encontrar não tivesse expectativas de intimidade...
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

DESEJO SELVAGEM

Kerry Bishop era treinada para enfrentar perigos, por isso estava mais do que preparada para assumir o resgate de nove órfãos em um país devastado pelo terror. Mas ela não esperava perder seu coração para o homem de quem dependia para que a missão fosse cumprida: Linc. Kerry o ludibriara para conseguir sua ajuda, mas se sobrevivessem, ele seria capaz de compreender por que ela havia mentido?


Capítulo Um


Ele estava embriagado, e, consequentemente, aquilo era tudo de que ela precisava.
Ela o estudou através da névoa enfumaçada da cantina, onde ele estava sentado num banco alto do bar, tomando seu drinque. O copo estava lascado, o conteúdo cor de âmbar, turvo. Ele não parecia notar, enquanto frequentemente levava o copo aos lábios. Estava sentado com os joelhos separados, a cabeça baixa entre ombros encurvados, os cotovelos apoiados sobre a superfície engordurada do bar.
A taverna estava lotada de soldados, e das mulheres que os entretinham em quartos no andar de cima. Ventiladores barulhentos giravam devagar sobre suas cabeças, mal conseguindo mover a nuvem de fumaça dos cigarros. A essência de perfume barato era misturada com o odor de corpos sujos dos homens que tinham passado dias na selva.
Risadas soavam por toda parte, mas o humor não era particularmente jovial. Os olhos dos soldados não sorriam. Havia uma aura de desespero na alegria deles. Divertiam-se como faziam qualquer outra coisa: de maneira violenta.
Eles eram jovens em sua maioria — homens amargos que viviam no fio de uma navalha entre vida e morte todos os dias. A maioria usava o uniforme do exército do regime militar atual. Mas tanto os homens da região quanto os mercenários internacionais tinham a mesma expressão endurecida nos olhos. Eram cheios de desconfiança. Cautela sombreava cada sorriso.
O homem na mira de Kerry Bishop não era exceção. Ele não era latino — era americano, pela aparência. Músculos fortes e bem definidos destacavam-se sob as mangas da camisa, as quais tinham sido enroladas de maneira tão apertada que lhe circulavam os braços como uma corda. Os cabelos escuros eram longos, e caíam desordenados sobre o colarinho.
A parte do queixo dele que Kerry podia ver estava coberta com uma barba crescida de vários dias. Aquilo tanto podia ser um benefício ou uma desvantagem para seu plano. Um benefício porque a barba parcial ajudaria a disfarçar o rosto dele, e uma desvantagem porque poucos oficiais no exército regular passariam tanto tempo sem se barbear. El Presidente era rigoroso em relação à boa aparência de seus oficiais.
Bem, ela apenas teria de mudar aquilo. Do grupo, esse homem ainda era a melhor escolha. Ele não apenas parecia o mais embriagado, mas também o com menos reputação... Magro e faminto, e totalmente sem princípios. Uma vez que estivesse sóbrio, seria muito fácil comprá-lo.
Ela estava se precipitando. Precisava tirá-lo de lá primeiro. O que aconteceria se o motorista daquela caminhonete militar, o homem descuidado que negligentemente tinha deixado a chave na ignição, retornasse para descobrir que a chave sumira? A qualquer momento, ele podia aparecer, procurando por ela.
As chaves agora chacoalhavam no bolso da saia de Kerry cada vez que ela movia as pernas em seu caminho para o outro lado do salão, em direção ao homem bebendo sozinho no bar. Ela esquivou-se de casais dançando ao som da música barulhenta, ignorou algumas cantadas desajeitadas e desviou os olhos de casais que estavam muito envolvidos em sua paixão para se incomodarem em procurar privacidade.
Depois de passar quase um ano em Monterico, nada deveria surpreendê-la. A nação estava passando por uma guerra civil sangrenta, e guerra, com frequência, reduzia seres humanos a animais. Mas o que Kerry viu alguns casais fazendo ali, abertamente, levou um rubor quente às suas faces.
Erguendo o queixo e concentrando-se apenas no seu propósito de estar lá, ela aproximou-se do homem no bar. Quanto mais perto chegava, mais certa se tornava de que ele era exatamente o que ela precisava.
Ele era até mesmo mais assustador de perto do que de longe. Não estava realmente bebendo, mas jogando o líquido pela garganta de maneira zangada. Não saboreava. Não estava bebendo por prazer. Não estava lá para se divertir, mas para descarregar sua raiva por alguma coisa. Talvez para esquecer um grande problema? Alguém teria deixado de lhe pagar uma aposta? Alguém o enganara, não lhe pagando uma dívida?
Kerry esperava que sim. Se ele estivesse com problema de dinheiro, seria muito mais receptivo ao acordo que ela tinha a lhe oferecer.
Um revólver havia sido enfiado dentro do cós da calça surrada dele. Havia um facão longo numa bainha contra sua coxa. Aos seus pés, em volta do banco do bar, estavam três sacolas de lona. Pareciam tão cheias com armas e munições que as costuras estavam esticadas. Kerry tremeu ao pensar na destruição que aquele estoque particular de armas seria capaz de causar. Provavelmente essa era uma das razões pelas quais ele bebia sozinho e não era molestado. Num lugar como aquele, brigas frequentemente aconteciam entre os homens de sangue quente. Mas ninguém procurava conversas ou problemas com o homem sentado no último banco que enfileirava o bar.
Infelizmente, para Kerry, aquele também era o assento mais longe da única saída do prédio. Não haveria como escapar pela porta dos fundos. Ela teria de transportá-lo do canto dos fundos para a porta. Para conseguir que ele a acompanhasse, teria de ser muito convincente.
Com isso em mente, ela respirou fundo, fechou a distância que restava entre os dois, e se sentou ao bar, no banco ao lado do dele, o qual, por sorte, estava vazio. O perfil do homem era frio e inflexível, como uma cadeia de montanhas. Não havia uma linha suave e compassiva em evidência. Ela tentou não pensar nisso quando lhe falou:
— Um drinque, senõr? — O coração de Kerry estava batendo descompassado. Sua boca estava seca como algodão. Mas ela esboçou um sorriso sedutor, e, experimentalmente, colocou sua mão direita sobre a mão esquerda dele.
Estava começando a pensar que ele não a ouvira, pois continuava sentado lá, olhando para seu copo vazio. Mas, no momento em que Kerry ia repetir a sugestão, ele virou a cabeça de leve e olhou para a própria mão, coberta pela dela.
A dele, Kerry notou, era muito maior que a sua. Bem mais larga e mais longa. No pulso, havia um grande relógio preto redondo, com muitos botões e dispositivos eletrônicos. Ele não usava aliança.
Ele olhou para as mãos unidas de ambos pelo que pareceu uma eternidade para Kerry, antes que os olhos percorressem o braço dela, lentamente, subindo para o ombro, então até seu rosto. Um cigarro estava entre os lábios que formavam uma expressão mal-humorada. Ele a encarou através da fumaça em espiral.
Kerry tinha praticado seu sorriso no espelho para se certificar de que estava fazendo uma boa imitação das mulheres que incitavam nas cantinas. Olhos a meio mastro. Lábios úmidos e levemente entreabertos. Ela sabia que precisava conseguir aquele sorriso sedutor. Tudo dependia de seu poder de ser convincente.
Mas Kerry nunca conseguiu executar aquele sorriso sedutor ensaiado. O tal sorriso, como tudo mais em seu cérebro, evaporou no instante em que ela olhou para o rosto dele pela primeira vez. Sim, seus lábios estavam entreabertos, mas por vontade própria, sem direcionamento de sua parte. Ela arfou baixinho. Piscou os cílios, mas foi um gesto involuntário.
O rosto dele era uma completa surpresa. Kerry tinha esperado feiura. O homem era muito bonito. Ela esperara horríveis cicatrizes de inúmeros combates militares. Ele possuía uma única cicatriz, uma pequena acima da sobrancelha esquerda. E era mais charmosa do que desagradável aos olhos. O rosto não tinha a marca de brutalidade que ela antecipara, apenas preocupação. E os lábios não eram finos e rígidos, mas carnudos e sensuais.
Os olhos não eram vazios, como eram os da maioria dos homens contratados para matar. Aqueles olhos, mesmo que estivessem nublados pelo álcool, queimavam com um fogo interno que Kerry achou até mesmo mais desconcertante que o brilho frio da indiferença. Não havia cheiro de suor. A pele bronzeada reluzia com uma fina camada de transpiração, mas exalava o cheiro de sabonete. Ele tinha tomado banho recentemente.
Reprimindo seu choque e trepidação — porque, por algum estranho motivo, a falta de aparência padrão do homem a assustava mais do que a tranquilizava — Kerry encarou-o nos olhos desconfiados com firmeza. Forçou-se a esboçar aquele sorriso sedutor que passara horas aperfeiçoando, e repetiu seu pedido enquanto lhe pressionava a mão.
— Vá embora.
As palavras abruptas dele pegaram-na tão de surpresa que Kerry chegou a se encolher, quase caindo da almofada de vinil escorregadia do banco de bar. Ele virou a cabeça para a frente de novo e tirou a mão de baixo da dela para remover o cigarro da boca. Esmagou-o no cinzeiro lotado.
Kerry estava estupefata. Era tão sem atrativos assim? Mercenários não eram famosos por terem o apetite dos animais? E tal voracidade não era particularmente verdade no que dizia respeito aos seus apetites sexuais? Pais escondiam suas filhas deles, temendo o impensável. Homens protegiam suas esposas a todo custo.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A NOIVA DO CONDE -- NOBRE APAIXONADO

A Noiva do Conde
Kathryn Jensen
The Earl Takes a Bride
Série Reino de Elbia
Coleção Sabrina, nº 1146
Editora Nova Cultural , 2000
Assunto Bebês e crianças
A irmã da rainha e o guarda-costas do rei. O marido abandonara Diane e os três filhos pequenos e Thomas começou a parecer um porto seguro em meio a tanta turbulência. Ele a levou para Elbia, para que ela pudesse descansar e pensar o que fazer da vida. Nesse meio tempo, os dois acabaram se tornando amantes. Só que Thomas não era simplesmente o faz-tudo do rei Jacob e Diana teria que ajudá-lo a superar alguns traumas para que eles pudessem ser felizes juntos.

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Nobre Apaixonado
Kathryn Jensen
I married a prince
Série Reino de Elbia
Coleção Sabrina, Coleção Noivas, nº 106
Editora Nova Cultural , 1997
Assunto Reencontro
O mundo da jovem bibliotecária e mãe solteira Allyson sofreu um abalo fortíssimo. O pai de seu filho estava de volta, após abandoná-la há dois anos, dizendo ser o príncipe coroado de Elbia, Jacob Phillipe Mark von Austerland. Ele queria revê-la pela última vez antes de se casar com uma princesa de sangue azul. O que ele não contava era com a existência de Cray. E os planos tiveram que ser refeitos para se adaptar à nova realidade. Mas não vai ser fácil os dois se convencerem de que se amam e superarem as barreiras impostas pela aristocracia.

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sábado, 8 de novembro de 2014

EM CENA, O AMOR!

Em cena, o amor
Leanna Wilson
The Double Heart Ranch
Coleção Sabrina, nº 1161
Editora Nova Cultural , 2000
Assunto Cotidiano
Outro coração pulsava dentro dela... Elise faria tudo para proteger seu filho. Até mesmo casar-se com um homem a quem mal conhecia. Mas ao notar o orgulho com que Cole falava da filha, ela teve certeza de que unir-se àquele homem não seria tão arriscado como imaginara. Talvez fosse essa a chance de formar uma família de verdade, de dar um lar a seu filho, no rancho de Cole. As regras eram claras. Eles se casariam, mas não partilhariam a cama. Juntariam os respectivos filhos, mas não os corações. Tudo correu bem... até o amor entrar em cena.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

AMIGAS PARA SEMPRE

Amigas Para Sempre
The Calamity Janes
Sherryl Woods
 
(Publicado originalmente na edição Grandes Autoras 16 com o título Mulheres de Fibra)


O que seria de Emma Rogers sem suas amigas do Clube da Amizade? Quando adolescentes, elas apoiaram seus sonhos mais ambiciosos. Uma década depois, Emma volta para casa e tem que lidar com os percalços de ser mãe solteira e uma das melhores advogadas do país. E Cassie, Karen, Gina e Lauren vão ao seu encontro. Mas por que insistem para Emma ver Ford Hamilton com outros olhos? Como se ter a própria filhinha encantada pelo deslumbrante e insuportável jornalista já não fosse o suficiente, para piorar, o coração de Emma está seriamente tentado pela oferta de Ford de continuarem discutindo por toda a vida... juntos!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A IMAGEM DO AMOR



A imagem do amorApesar de sua sofisticada beleza, o coração da modelo Hillary Baxter estava no pequeno povoado do Kansas onde nasceu. Como ia ser capaz de resistir ao enorme encanto de seu novo chefe, o fascinante magnata das revistas de moda Bret Bardoff? Bret conhecia muito bem o que devia fazer e dizer para destruir as defesas de uma mulher.

Entretanto, à medida que foi descobrindo a encantadora inocência que havia  por trás do rosto mundialmente famoso de Hillary, foi Bret quem ficou sem defesas... contra os impulsos de seu próprio coração.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

DE AMOR TAMBÉM SE VIVE

De Amor Também se Vive
“Valentine, Texas”
Kate Denton


Sabrina 1019

Se você não quer se apaixonar, não vá para Valentine, A Cidade dos Namorados...
Abalada pelo recente divórcio, Jan fugira de Los Angeles em busca da paz do campo. Em meio à atmosfera bucólica de Valentine, acabou conhecendo novos amigos, incluindo Jimmy, um garoto de sete anos. Mas a harmonia não durou muito... Tudo virou de ponta-cabeça no instante em que Clark Brennan pisou na cidade. O pai de Jirnmy voltara para reclamar a custódia do filho, e estava disposto a tudo para conseguir o que almejava. Até mesmo enfeitiçar Jan com seu charme irresistível e seu gigantesco poder de sedução. Ela, porém, não queria mais nenhum romance em sua vida, menos ainda com o esnobe e arrogante Clark Brennan! Mas o cupido tinha outros planos para ela... O Dia dos Namorados estava chegando e, em Valentine, era como se houvesse algo na água ou no ar, alguma poção secreta que tornava todos os corações solitários suscetíveis ao amor!




CAPITULO I


Caixas e mais caixas, abarrotadas de correspondências, formavam uma verdadeira muralha em torno de Jane Armstrong, na modesta agência do correio local.
Enxugando o suor da testa, ela fez uma pequena pausa em sua tarefa estafante, então, deu um suspiro desanimado. Apesar de todo seu esforço, as pilhas não pareciam muito menores do que quando começara, horas atrás. Além de não ter muita prática, escolhera uma péssima hora para aprender o ofício, pois estavam em fevereiro, mês dos namorados nos Estados Unidos.
Nessa época, os correios de todo o país chegavam a ter o triplo do movimento, devido à comemoração do Dia dos Namorados. Porém nada se comparava ao volume de correspondência de Valentine, uma pequena cidade do interior do Texas, cujo padroeiro era São Valetim. Para os americanos, esse santo abençoava os namorados com relacionamentos felizes e duradouros.
Aproveitando-se dessa coincidência, há décadas, a população de Valentine encontrara um modo bastante peculiar de ganhar destaque no cenário nacional: criara um selo comemorativo com o formato de um coração. Dessa forma, pessoas de todas as partes dos Estados Unidos mandavam suas correspondências para a cidade, a fim de receberem o famoso adereço e serem remetidas de volta aos destinatários.
Para Jan, era deprimente a visão de todos aqueles embrulhos e envelopes, dos mais diversos tamanhos, cores e formatos. Deviam estar repletos de mensagens apaixonadas, poesias bucólicas e juras do amor eterno.
"Tolos românticos!", pensava, a curtos intervalos, com um misto de amargura e decepção. O Dia dos Namorados perdera toda a importância para ela, transformando se em uma data comum que servia apenas para movimentar o comércio.
E pensar que, há menos de um ano, Jan fizera parte daquela multidão de românticos que sobrecarregava o correio de Valentine com suas cartas de amor! Naquela época, entretanto, estava casada com o homem de seus sonhos, que prometera amá-la e fazê-la feliz para sempre... Quanta ilusão!
De súbito, o barulho estridente da campainha sobre a porta da agência fez com que Jan abandonasse aqueles devaneios para se concentrar apenas no freguês que acabara de entrar.
- Alguém em casa? — uma voz máscula e zombeteira ecoou pela sala.
— Um momento — respondeu, detrás daquela montanha de cartas e pacotes. Levantando-se do chão, sacudiu a poeira da calça jeans e encarou o cliente, procurando ser simpática.
Ele estava preguiçosamente apoiado no balcão, tomando uma coca-cola. Ao vê-la, um brilho de malícia iluminou seu rosto moreno.
—  Olá. — Em segundos, examinou Jan de alto a baixo,sem o menor constrangimento — Nossa! Pensei ter entrado no correio, não em uma agência de modelos!
Ela forçou um sorriso. Desde que se mudara para Valentine já ouvira esse tipo de elogio milhares de vezes. Mesmo assim, ainda não estava acostumada com a abordagem direta e insistente dos vaqueiros da região.
— O que deseja? — indagou, ciente de que sua voz sonora muito mais ríspida do que pretendia. Só então observou melhor seu interlocutor...
Ele poderia não ganhar nenhum ponto por espiritualidade mas certamente merecia nota dez pela aparecia física
Aliás, Jan tinha dúvidas de já ter visto um homem mais sedutor e atraente do que esse desconhecido!
O rosto anguloso, de traços marcantes e pele bronzeada, era realçado por um par de cínicos olhos azuis. Cabelos castanho-avermelhados, curtos e lisos completavam seu visual másculo e irreverente. Como se não bastasse, ainda era alto, tinha ombros largos e porte atlético. O único detalhe que quebrava a perfeição estética desse verdadeiro Adônis, o mortal por quem a deusa Afrodite se apaixonara, era o leve desalinho de um de seus dentes. Porém, em vez de ser um defeito, isso lhe acrescentava um charme extra.
De repente, seus olhares se cruzaram e ele sorriu, envaidecido. Parecia conhecer muito bem o tipo de reação que causava nas mulheres.
Furiosa e constrangida, Jane desviou o olhar de imediato.
— Preciso de uma cartela de selos — ele comunicou, tirando uma nota de dez dólares da carteira.
Jan entregou-lhe os selos, abrindo a caixa-registradora para separar o troco. Contudo, embora tentasse ignorá-lo, concentrando-se apenas no dinheiro, podia sentir aqueles olhos penetrantes atentos aos seus mínimos gestos.
Esse estranho já estava passando dos limites! Até agora, nenhum dos caubóis das redondezas havia sido tão ousado e ostensivo em suas investidas! Respirando fundo, fez força para não corar, nem perder a calma diante daquela verdadeira inspeção!
Subitamente, ao entregar-lhe o troco, decidiu fazê-lo provar um pouco do seu próprio remédio. Despedindo-se do pudor, passou a examiná-lo como se olhasse um manequim de uma vitrina qualquer.
Da mesma forma que a maioria dos homens da região, ele estava vestido à moda country. Usava calça jeans, botas, cinto de couro com fivela de prata e camisa com pespontes no peito. No entanto, em vez do popular casaco de pele de carneiro ou de brim, vestia uma caríssima jaqueta de aviador, de couro marrom.
Excluindo a jaqueta e o jeito um pouco pretencioso de quem vive na cidade grande, ele passaria tranquilamente por um dos moradores de Valentine. No entanto Jan não se lembrava de já tê-lo visto antes, embora não pudesse negar que havia algo familiar naquele rosto.
Achando graça na atitude de Jan, ele riu entre um gole e outro de coca-cola. Todos os seus gestos vinham impregnados com uma grande dose de chame e masculinidade, capazes de levar um mulher á loucura.
— Deseja mais alguma coisa? — perguntou, indignada com os leves arrepios que começava a sentir pelo corpo. Era ridículo deixar que um desconhecido mexesse daquela forma com seus sentimentos e emoções!
Ele ficou em silêncio por algum tempo, fitando Jan com um misto de malícia e desdém, o que só conseguiu irritá-la ainda mais.
-   Por hora, esta cartola é suficiente. — Aproveitando-se do duplo-sentido da pergunta de Jan, acrescentou, jocoso: — Quem sabe, da próxima voz...
Em seguida, arremessou a lata do refrigerante no cesto de lixo e saiu do correio.
"Que homem mais convencido o arrogante!", pensou, com o sangue borbulhando de ódio.
Então olhou para o relógio da parede, constatando, com grande alivio, que já passava do meio-dia. Portanto poderia fechar a agência. Depois de conversar com aquele homem petulante, não estava disposta a atender o público pelo resto do dia! Seu trabalho, contudo, não estava terminado, ainda precisava selar uma montanha de cartas antes de poder voltar para casa. Entretanto nada mais foi o mesmo após aquela visita...
A todo instante, Jan surpreendia-se pensando nele, em seus olhos brilhantes, no rosto moreno e desafiador o, prin cipalmente, no corpo de deus grego. Chegou até mesmo a se imaginar enlaçada por aqueles braços, musculosos, tro cando carícias bastante sensuais com ele.
—  O que está acontecendo comigo? -indagou-se por firn, dando um basta naquela situação insuportável
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É O CORAÇÃO QUE SABE

É O CORAÇÃO QUE SABE
Marrying Maddy
Kasey Michaels




Nota de Cancelamento de Matrimônio
Você está cordialmente "desconvidado" para o casamento de Maddy Chandler! A noiva é obrigada a informar que seu único e verdadeiro amor, Joe O'Malley, de repente reapareceu em sua vida, querendo-a como esposa.
Na verdade, Maddy nunca esqueceu Joe, o homem com quem quase se casou, o homem que ela abandonou na porta da igreja. Só que Maddy não se renderá facilmente a ele. Longas conversas e muitos beijos apaixonados terão de fazer parte da proposta de casamento...


CAPÍTULO I
O sol da tarde daquele mês de junho entrou pela janela e iluminou o canto do quarto que ficava no terceiro andar da mansão dos Chandler. O cômodo era decorado por mobília antiga em mogno maciço. Algumas cadeiras graciosas e uma pequena poltrona forrada de tecido marfim ficavam em frente à lareira. A cama ficava num canto, e vasos de flores coloridas enchiam prateleiras em uma das paredes. O lustre, que pendia do centro do teto, era de cristal. Havia também uma ostentosa mesa sobre a qual enfileiravam-se pequenos potes de vidros etiquetados e que deixa¬riam a madrasta má de Branca de Neve muito atarefada, lendo cada rótulo à procura de algo com que envenenar uma maçã. Havia quadros originais nas paredes, até mesmo nas do enorme banheiro conjugado, que oferecia uma ba¬nheira de mármore trazida da França quarenta anos atrás.
Além do dormitório e do banheiro, a suíte tinha um quarto de vestir, sauna, um minúsculo salão de beleza e um closet com muito espaço para roupas de cada estação do ano. Os outros aposentos do terceiro andar eram uma sala de estar, uma de jantar, uma cozinha, outro enorme ba¬nheiro e um pequeno apartamento para uma empregada.
 Tudo isso ocupava apenas metade daquele andar da mansão de três milhões de dólares.  No quarto da enorme suíte encontravam-se três mulhe¬res. Uma delas estava sentada pomposamente numa cadeira de veludo. Tinha setenta anos de idade, mas aparentava cinquenta, ria como uma mulher de quarenta e não acreditava que já passara dos trinta. Era magra, de estatura mediana, e parecia estar sentada num trono. Os cabelos eram castanho-claros, penteados em coque, e o rosto não demonstrava as marcas do tempo após três plásticas e o uso diário de poderosos cremes. Uma das mãos cuidadosa¬mente tratadas semanalmente pela manicure segurava um copo de cristal com um pouco de xerez, um vinho espanhol com elevado teor de álcool. O vestido azul-claro de seda, que ia até a altura dos joelhos, mostrava pernas lisas. Essa mulher, Almira Chandler, a matriarca da família, ficava todos os dias com as pernas erguidas e os pés atrás do pescoço durante meia hora, numa posição de ioga para reverter os estragos da má circulação do sangue e da gra¬vidade. Contudo, esse era um segredo de família, revelado apenas para as duas netas dela, que um dia flagraram-na naquela posição e ameaçaram contar ao avô.
A segunda mulher, a Sra. Ballantine, sempre "senhora", mesmo após doze anos com os Chandler como governanta da família, com quase um metro e oitenta de altura, tinha um ar de comando que a transformaria no terror das crian¬ças de curso primário, se ela não tivesse decidido que não gostava de dar aulas. Essa mulher usava um brilhante ba¬tom vermelho e secretamente orgulhava-se de seus cabelos pretos. Tinha a pele tão clara que era provável que não tivesse tomado sol desde a época do presidente americano Dwight David Eisenhower, que governara os Estados Unidos de mil novecentos e cinqüenta e dois a cinqüenta e seis. Naquele momento, estava segurando vários alfinetes en¬tre os lábios.
A terceira mulher era Madeline Chandler, a quem per¬tenciam àqueles aposentos. Ela estava de pé na frente do espelho, sentindo-se pouco à vontade sob o olhar das duas outras mulheres. O vestido de noiva que usava tinha decote princesa, botões de pérolas, rendas e bordados nas mangas, e no dia do casamento seria complementado por luvas de renda e uma coroa, de onde penderia um longo véu esvoaçante. Naquele momento, Madeline sentia-se presa pelo vestido, sufocada por sua beleza e seu profundo significado. Refletiu por alguns instantes, achou que seus sentimentos estavam con-fusos, então preocupou-se, porque não sabia o que fazer.
—  Você parece uma princesa de conto de fadas, exceto pela testa franzida. Se estiver tentando ser a bruxa má do filme Branca de Neve e Os Sete Anões, devo lembrá-la, que-rida, de que ela não usava vestido branco, mas preto, como a Sra. Ballantine — Almira, chamada de Allie por seus netos, comentou, olhando para a governanta. — É como nossa querida Sra. Ballantine, que agora está parecendo um porco-espinho.
— O vestido não é branco, é marfim — Maddy corrigiu-a, então se olhou no espelho, respirou fundo, endireitou os om¬bros e relaxou. — Não sei, não, Allie. O que acha?
—  O que acho de você, ou do vestido? Esclareça Maddy, querida, sempre esclareça. Sra. Ballantine? Mais xerez, por favor. Ficar aqui, observando, me dá sede.
Enquanto a Sra. Ballantine pegava o copo da mão de Almira e cruzava o aposento até o bar embutido numa es¬tante, Maddy ergueu um pouco a saia do vestido que custara uma verdadeira fortuna.
—  Estou me referindo ao vestido — Maddy explicou. — Gostei dele, de verdade, mas preciso usar três anáguas? Pareço um cogumelo. Queria ser mais alta, como Jessie. E mais magra. Quem sabe, depois que forem feitas as alte¬rações, eu fique mais satisfeita.
—  Quando você estiver usando a coroa com o véu, maquilada, sem esse rabo-de-cavalo e com Matthew a seu lado, se sentirá maravilhosa.
Maddy olhou-se no espelho e examinou os espessos ca¬belos pretos presos por um elástico, as feições delicadas, os grandes olhos verdes que pareciam tão tristes. "O vestido é lindo", pensou. "E eu não estou mal, tirando esta minha testa franzida." Sorriu.
—  É, devo estar sentindo falta dos acessórios — falou, girando como uma bailarina.
—  Que maravilha! — Almira exclamou, piscando para a Sra. Ballantine. — Matthew ficará encantado, quando sou¬ber que foi reduzido à condição de acessório. Não que ele não seja, claro. Além de responder às perguntas do padre, não fará mais nada, pois não passará de um ator coadju¬vante ao lado da noiva. Pobre garoto. A atração principal é sempre a noiva.
A Sra. Ballantine deu um passo à frente e apontou para um banquinho, indicando que Maddy devia subir nele.
— Barra, barra — engrolou com a boa cheia de alfinetes, gesticulando.
Almira riu.
—  O que foi, Sra. Ballantine? — indagou. — Bala? Bola? Oh, entendi. Barra. Quer marcar a barra do vestido? Por Deus, mulher, você poderia ter engolido um destes alfinetes!
A governanta tirou os alfinetes da boca.
— Ufa! — exclamou, então se ajoelhou no tapete, pôs os alfinetes na boca de novo e começou a marcar a barra.
— Acho que foi muita gentileza da Sra. Ballantine insistir em fazer as alterações necessárias no vestido, não confiando na loja especializada em vestidos de noiva... — Almira co¬mentou. — Não acha querida?
Maddy virou-se para falar com a avó, pisou na barra do vestido, perdeu o equilíbrio e teve de saltar do banquinho para o chão.
—  Desculpe, Sra. Ballantine — pediu. — Não posso me mexer, certo? Saiba que estou muito grata por sua ajuda. Todos nós estamos.
Tirando os alfinetes da boca, a governanta respondeu:
—  Eu sei. O que seria de vocês sem mim?
Almira trocou uma piscadela com Maddy, pelo espelho.
— Prometi ao Sr. Chandler que cuidaria de vocês e com certeza cumprirei minha promessa, mesmo que isso acabe me levando à morte — a Sra. Ballantine declarou, dramática, em seguida olhou para Almira. — E provavelmente é o que vai acontecer.
—  Sabe, Sra. Ballantine, durante todas as longas con¬versas que tive com meu marido durante os últimos cinco anos de vida dele, não consigo recordar uma só vez em que ele tenha mencionado seu nome — Almira comentou após tomar um gole de xerez. — Estranho ele não ter me contado que escolheu você para ser nossa guardiã. Nós, os Chandler, somos criaturas tão indefesas! E mais estranho ainda foi ele ter feito questão de deixar um cartão de agradecimento e uma bela quantia em dinheiro para sua aposentadoria, no testamento.
—  O casamento da Srta. Maddy com o Sr. Matt é daqui a uma semana. Vamos ficar conversando, ou vamos marcar esta barra?
— Vamos marcar a barra, Sra. Ballantine. Certo, Maddy? Fique ereta, querida. Cuidado, a mulher está armada.
Maddy mordeu o lábio para não rir. A "rixa" entre sua avó e a Sra. Ballantine era o que provavelmente mantinha Almira tão jovem e ágil. As duas mulheres tinham amado Edward Chandler, de diferentes maneiras, por diferentes razões.
Edward Chandler acreditava que a Sra. Ballantine era a reencarnação de seu velho e detestável sargento das Forças Armadas, mas isso era um segredo dividido apenas com sua família. Por sentir culpa ao vê-la tão triste no dia da morte de Edward, ou porque tinha medo dela, a família acreditara em suas palavras, de que tinha prometido ao patrão que nunca abandonaria os Chandler. Além do mais, como Almira sempre dizia quem mais iria querer aquela mulher? A Sra. Ballantine era tão atraente quanto uma ameixa seca e mofada.
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DUELO DE EMOÇÕES

Duelo de Emoções
“The dad next door”
Kasey Michaels




Quinlan Patrick, um vizinho extraordinário...

O novo vizinho de Madeleine Pemberton era o mais inquietante, bonito e perfeito homem que já aparecera na cidade, nos últimos tempos. Além de bem-sucedido nos negócios, sabia cozinhar, arrumar a casa e ensinar beisebol como um verdadeiro treinador profissional. Como se isso não bastasse, gostava de cachorros e crianças! Madeleine relutava em acreditar que existisse alguém assim, tão perfeito. E mais seu filho era louco por Quinlan Patrick! E ela? O que sentia por aquele homem impressionante?


             Carta a um garoto


     Caro Dillon,

     Você é um menino realmente especial.
     Se eu tivesse um filho, gostaria que fosse igual a você.
     Eu o tenho visto com freqüência, jogando beisebol, convivendo com sua mãe e com os outros garotos da vizinhança. Você é esperto, inteligente e sensível. Acho que podemos nos  dar muito bem.
     Sei que você às vezes se sente desconfiado com relação aos adultos. Mas isso é porque seu pai o abandonou. Entendo perfeitamente seu receio, mas prometo que agirei de uma forma bem diferente com você e sua mãe.

     Será que pode me dar esse crédito?
     Um grande abraço, parceiro.


                                                                                    Ass.: Quinn.

CAPÍTULO I

              Fazia um belo dia de sol na cidade de Allentown, Estado da Pennsylvania, naquele final de abril.
   Numa rua tranqüila de um antigo bairro residencial, com suas casas de dois andares, separadas umas das outras por baixas cercas de madeira esmaltadas de branco, a primavera
se traduzia nos jardins floridos e naquela espécie de alegria que se espalhava pelo ar, como um renascimento.
   No quintal de uma daquelas casas, Madeleine Pemberton e seu filho Dillon praticavam beisebol, usando roupas velhas e bonés, gozando o clima propício a exercícios ao ar livre.
   Três casas além, a sra. Clooney podava suas roseiras com extremo cuidado e carinho.
   Pássaros cantavam nas árvores, como se saudassem a primavera. O ar era puro, sem nenhum traço de poluição. O perfume das  flores dos jardins mesclava-se à brisa leve  que soprava, impregnando o bairro de um aroma delicado e agradável.
   Tudo isso parecia influenciar seriamente os moradores, bem como os poucos transeuntes que passavam pela rua tranqüila.
A disposição e o bom humor espalhavam-se pelo ar, como mais uma marca própria da estação.
   — Muito bem, Dillon! É sua vez de arremessar. — Madeleine, Maddie para os amigos, incentivava o filho. Estava contente por passar aquela tarde na companhia do menino, fazendo exatamente o que ele mais gostava: brincar.
   — Lá vai! — Dillon concentrou-se e lançou a pequena bola com muita força.
   — Não, querido... — Madeleine meneou a cabeça, em sinal de desaprovação. Num tom carinhoso, recomendou: — Você deve jogar a bola de modo que ela descreva uma curva, e numa altura bem maior.
   — Não sei por que — o menino protestou. — Na última vez em que brincamos, eu joguei desse jeito e você disse que estava certo.
   — Mas acontece que hoje eu gostaria de lhe ensinar um novo lance — Madeleine explicou.
   — É mesmo? — o menino indagou, curioso.
   — Sim. E vou lhe mostrar. — Madeleine preparou-se para fazer o arremesso.
   — Mamãe... — Dillon fitou-a com ar preocupado.  — Você tem certeza do que está fazendo, não?
   — Claro. Por que pergunta?
   — Bem, todo o mundo diz que as pessoas que têm mãos pequenas não são boas arremessadoras, pois não conseguem firmar a bola entre os dedos.
   — Então, todo o mundo está errado. Prepare-se.
   Dillon suspirou e colocou-se na posição de receber a bola. No rostinho corado estampou-se uma expressão de extrema seriedade.
   A verdade era que Dillon estava crescendo depressa, tornando-se mais independente a  cada dia, questionando tudo que antes aceitava como regra...
   Madeleine sentia uma incrível necessidade de aproximar-se mais ainda do filho, para impedir que um abismo se instalasse entre ambos. E também para provar, não apenas a Dillon mas também a si mesma, que a falta de uma  presença masculina não o  prejudicaria em seu desenvolvimento.  Afinal, já fazia tempo que ela desempenhava as  funções de mãe e  pai... E pretendia continuar assim.
   — Já que você vai fazer esta bobagem, faça logo — disse Dillon, num tom divertido, interrompendo-lhe os pensamentos.
   Tomando impulso, Madeleine girou o braço direito, colocando toda sua força e habilidade no movimento, que acabou ficando meio cômico. Por fim, arremessou a bola.
   Mas calculou mal o gesto. Seus  dedos, que deveriam direcionar a jogada, eram realmente curtos... E a bola subiu velozmente, num ângulo de quarenta e cinco graus, passando bem  acima da cabeça de Dillon, que por sinal nem tentou alcançá-la, pois seria inútil. Ele ia dizer algo, mas o som de um vidro se partindo o impediu.
   — Oh, Deus! — Madeleine exclamou, levando a mão à boca.
   — Eu bem que avisei — o menino a advertiu, enquanto se afastava.  — Agora, não vou ficar para ouvir a bronca. Tchau, mamãe.
   — Ei, volte aqui, seu desertor! — Madeleine chamou-o, numa tentativa de fazer humor, mas no fundo estava terrivelmente envergonhada.
   — Nem pensar — Dillon retrucou, já abrindo a porta de casa. — Vou  assistir à TV, bem quietinho, enquanto você resolve esse pequeno problema. — E entrou.
   A bola havia voado por sobre a cerca branca e atingido o vidro da janela do vizinho.
   Madeleine saiu pelo portãozinho baixo e tocou a campainha, pronta para pedir desculpas.
   A porta da casa se abriu, dando passagem a um homem alto, de expressão severa.
   "Oh, Deus, ele parece furioso", Madeleine pensou, empalidecendo. E preparou-se para enfrentar o inevitável.

   Quinlan Patrick, dono do famoso restaurante Quinn's e novo morador do bairro, não estava tendo um bom dia.
   Mudar-se para a nova casa parecera-lhe algo muito simples, um mês atrás.
   Todos os seus pertences tinham sido cuidadosamente embalados em caixas de papelão padronizadas e depois seladas com o lacre da transportadora.
   Até aí, tudo bem...  Ao menos fora isso que Quinlan pensara, no dia da mudança. Mas o problema atual era saber, entre as dezenas de caixas, qual continha o quê.
   Espalhadas pela casa, elas ocupavam quase todos os cômodos, deixando-lhe pouco espaço para movimentar-se.
   Na noite anterior, Quinlan havia procurado sua velha agenda, que continha endereços e telefones dos principais fornecedores do restaurante.
   Depois de abrir e remexer em cerca de uma dezena de caixas, ele conseguira encontrar vários livros de escritores sul-americanos, que  colecionava e lia com freqüência.
   Quanto à velha agenda... Nem sinal.
   Uma sensação de desânimo e saudade do moderno condomínio que deixara para trás tinha se apossado de Quinlan, que demorara muito a dormir. Talvez houvesse cometido um erro ao comprar aquela casa e mudar radicalmente o estilo de vida. Esse fora seu último pensamento, antes de adormecer.
   Mas aquele dia havia amanhecido azul e ensolarado. Quinlan, de melhor humor, decidira continuar procurando a velha agenda. Certamente, não seria difícil encontrá-la... Era isso que ele se dizia, prometendo a si mesmo que, dessa vez, não perderia a paciência.
   Porém, após duas horas de busca infrutífera, a irritação já o dominava. E ele estava justamente recomendando-se calma, quando o vidro da janela da sala partira-se em milhares de cacos... Dando  passagem a  uma bola de beisebol que viera rolando pelo chão, até parar a um palmo de seus pés.
   Chocado, Quinlan havia pensado que a aparência daquela bola era tão inocente  quanto a  da criança que a havia arremessado... E igualmente perigosa!
   — Começaram os problemas — ele resmungava, caminhando em direção à porta e abrindo-a com raiva.
   Agora, ali estava ele, olhando para a mulher parada junto ao portão. Ela usava calças jeans desbotadas, camisa xadrez em vermelho e branco e um velho boné azul-claro. Era de compleição frágil, parecia muito nervosa e trazia uma expressão de constrangimento nos olhos verdes e brilhantes.
   — Você deve ser da comissão de boas-vindas do bairro — ele disse, estendendo a mão. — Muito prazer. Sou Quinlan Patrick, o novo morador desta casa.
   Não havia traços de ironia ou raiva na voz daquele homem alto e atlético, Madeleine pensou, aceitando timidamente o cumprimento:
   — Muito prazer. Meu nome é Madeleine Pemberton. Sou sua vizinha — anunciou, apontando a casa onde morava. — Sinto muitíssimo o que aconteceu. A culpa é inteiramente minha, pois meu filho bem que me avisou que seria impossível conseguir um arremesso em curva, com esses dedos tão curtos. — Ela olhou para as mãos por alguns instantes e então meneou a cabeça, retirando o boné.
   Os cabelos, até então presos, soltaram-se numa onda de reflexos dourados. O sol, batendo em cheio naquele rosto de traços miúdos e perfeitos, revelava algumas sardas graciosas, espalhadas sobre a pele sedosa e fresca.
   Acostumado ao assédio de belas mulheres, Quinlan Patrick orgulhava-se de seu autocontrole. Mas não pôde evitar uma reação nervosa diante do impacto que a beleza de sua vizinha lhe causava. Entretanto sua voz nada denunciou, ao apontar 0 vidro quebrado e comentar:
   — A pessoa que me vendeu a casa informou-me que todos os vidros tinham sido trocados recentemente, por outros muito mais fortes, próprios para agüentar impactos. — Quinlan cruzou os braços. — Por isso, gostaria de fazer-lhe uma pergunta...
   — Sim? — ela indagou, corando de vergonha.
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sábado, 25 de outubro de 2014

INESQUECÍVEL AMOR

Inesquecível amor
Just the husband see chose
Karen Rose Smith


Nosso casamento será real... e não apenas um acordo de conveniência
Cinco anos antes, Hunter Coleburn fora rejeitado pela rica, nobre e bela Evelline Ruskin. Lutando para não enlouquecer de dor, entregou-se ao trabalho de corpo e alma, e conseguiu tornar-se um advogado brilhante.
Mas nem toda a fama e fortuna do mundo poderiam torná-lo invulnerável aos encantos femininos... sobretudo aos de seu primeiro e único amor. Assim, quando Evelline contou-lhe que precisava se casar para tomar posse de uma herança, Hunter não resistiu... e concordou em assumir o papel de seu noivo e marido.
No fundo do coração, porém, fez uma promessa a si mesmo: a de jamais deixar-se seduzir novamente pelo carisma e beleza daquela mulher. Mas bastou que Evelline Ruskin o fitasse no fundo dos olhos, de um jeito que só ela sabia fazer, para que a determinação de Hunter perdesse a força, à medida que a paixão se reacendia em seu coração romântico.



Querida leitora,
A autora desta história, Karen Rose Smith, diz que todas as pessoas precisam escapar um pouquinho da realidade, de tempos em tempos. E ler é uma linda forma de entrar num mundo mágico, cheio de surpresas. Nos livros, acompanhamos as aventuras dos personagens, suas emoções, medos, tristezas e alegrias. E é como se estivéssemos participando um pouquinho, também, da história. E por isso que é tão gostoso ler os Romances Nova Cultural. Porque eles são escritos, e traduzidos, com muito sentimento e carinho, para que você possa entrar, alguns momentos por dia, em um mundo de sonho e paixão.
Patrícia Garcez Editora


Copyright © 2000 by Karen Rose Smith
Originalmente publicado em 2000 pela Silhouette Books,


CAPÍTULO I

Você se casaria comigo? Essas quatro palavras ecoavam na mente de Evelline Ruskin, enquanto ela saltava do táxi, diante de um moderno edifício, no centro comercial de Denver.
O problema não era, exatamente, a pergunta direta, simples e bombástica. O problema era colocar-se nas mãos de Hunter Coleburn, ela pensava, enquanto seu coração batia acelerado, a ponto de sufocá-la.
Por um instante, Evelline tentou dizer a si mesma que essa sensação devia-se ao fato de ela não estar acostumada ao clima de Denver.
Lembrou-se, em seguida, de que sua vida mudara radicalmente, nos últimos tempos. A morte do pai e o testamento por ele deixado já seriam, por si só, razões suficientes para tirar qualquer pessoa do sério.
Evelline meneou levemente a cabeça, num quase imperceptível sinal de negação, enquanto entrava no edifício onde funcionava o escritório de Hunter Coleburn, entre tantas outras salas comerciais.
"Podemos enganar os outros, mas não a nós mesmos", Evelline disse para si. Tolice pensar que aquela espécie de taquicardia devia-se apenas ao desgaste emocional ou ao fato de estar numa cidade diferente...
O problema era Hunter Coleburn. Para que tentar se iludir, se a verdade, pura e simples, ali estava?
Consultando um quadro que indicava a localização dos escritórios que funcionavam no edifício, ela não tardou a achar o que procurava. Em letras douradas, a inscrição Dr. Hunter Coleburn - Advocacia informava que Hunter traba¬lhava no sexto andar, sala 601.
Caminhando em direção aos elevadores, Evelline passou a mão nos cabelos castanhos, que caíam-lhe em suaves on¬das, até a altura dos ombros. Em seguida, parou por um instante para ajeitar o casaquinho do tailleur cor de vinho que usava. Tomou fôlego e seguiu adiante.
"Tenho de parecer perfeita", pensou. "Ou melhor: tenho de ser perfeita, nesse encontro com Hunter Coleburn."
Tomou o elevador e, pouco depois, saía num corredor de mármore branco.
Enquanto caminhava em direção à sala 601, respirando compassadamente para evitar que o nervosismo a dominas¬se, uma torrente de lembranças a invadiu.
Como num filme visto muitas vezes, ela recordou a última vez em que estivera com Hunter Coleburn, em Savannah.
Na época, ele estava no início de sua carreira de advogado, especializado em Direito Internacional. Tinha conseguido uma bolsa para fazer um curso muito importante, numa universidade de Florença. Queria que Evelline o desposasse e o acompanhasse à Itália, onde ambos permaneceriam por dois anos. E estava certo de que ela concordaria. Por isso, reagira com um misto de amargura e perplexidade, ao ouvi-la dizer não.
Tudo ocorrera cinco anos atrás, pouco depois de seu décimo nono aniversário, Evelline lembrou-se, com um profundo sus¬piro. Naquele tempo, ela era muito jovem, inexperiente e totalmente submissa às vontades do pai, Michael Ruskin.
Como fora mimada e protegida ao longo de toda sua vida, a idéia de deixar o lar paterno, para aventurar-se no mundo com um homem fascinante, mas quase desconhecido, parecia-lhe assustadora.
Na verdade, sentira-se encantada com Hunter Coleburn, logo depois de conhecê-lo. Com apenas um olhar, ou um toque, aquele homem era capaz de fazer disparar seu co-ração, de levá-la a acreditar na possibilidade de ser feliz para sempre, como as heroínas dos contos de fadas.
Entretanto, apesar de seu caráter romântico, Evelline tinha um lado racional e prático, muito bem desenvolvido, graças à influência do pai. Desde muito pequena, ouvia-o falar sobre os perigos que corriam as pessoas excessivamente sensíveis ou ingênuas.
"É preciso, sempre, confiar desconfiando." Quantas vezes Evelline não escutara essa frase, que a despeito de parecer-lhe um tanto cruel, marcara-a profundamente?
Pesando bem os prós e contras da situação, ela acabara optando por rejeitar o pedido de Hunter Coleburn, embora soubesse que isso a faria sofrer.
Havia, porém, motivos de sobra para tomar tal decisão. Ao menos era assim que Evelline pensava, na época: Hunter era oito anos mais velho, além de bastante experiente com as mulheres. E se seus sentimentos por ela não passassem de mera empolgação? Evelline perguntara-se, repetidamente, antes de dizer não.
Existia, também, um outro motivo, que muito a perturbava: o medo de tornar-se cativa de Hunter Coleburn, devido ao fascínio que sentia por ele. E se perdesse a vontade própria? E se perdesse a noção de raciocínio ou de limite?
Inexperiente, desconhecendo por completo os mistérios da vida, Evelline não tinha idéia de que apaixonar-se significava justamente isso: esquecer um pouco de si mesma, deixar-se levar apenas pelo amor.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ROUBO DE CORAÇÃO

Roubo de coração
Jule McBride
Who's been sleeping in my bed?
Quem era aquela mulher?
Depois de meses longe do país, o jornalista do New York Times, Max Tremaine voltou para casa em busca de descanso. Enfim, teria as férias tão merecidas! Só que, para sua surpresa, uma ruiva estava morando em sua casa! Ruiva, bonita e... grávida! Max tinha certeza de que ali estava um furo de reportagem, afinal de contas descobriu que Loraine Lambert era procurada pela polícia, acusada de roubo. Ele sabia que precisava se livrar logo daquela mulher... antes que ela lhe roubasse o coração!


CAPÍTULO I

"Tudo começou com um Big-Bang."
Loraine Lambert raramente encontrava tempo para estudar física, muito menos o fenômeno do Big Bang e a teoria da relatividade de Albert Einstein. Mas não fora Einstein, um gênio de cabelos brancos, que acreditava que o tempo podia voltar?
— Que coisa! — murmurou, aflita.
Queria voltar o tempo cinco minutos atrás, quando ainda era uma cidadã livre, que cumpria corretamente todos os seus deveres, e não uma fugitiva da lei. Ou pelo menos, quando ainda não sabia que era uma fugitiva, ou Sheldon Ferris não havia partido seu coração.
Cruzava a calçada do Aeroporto La Guardiã, parecendo uma garota da capa da Cosmo, escutando as batidas de seus sapatos de salto alto e observando a brisa brincar com sua saia verde de pregas e com seus longos cabelos ruivos. Sua bagagem resumia-se em uma pequena bolsa e uma mala de couro.
Passara muitos dias sonhando com Sheldon. Durante os sonhos, eles estavam celebrando um grande negócio que ela havia fechado em Los Angeles. Depois de um jantar à luz de velas, ele ficava de joelhos e tirava do bolso do paletó uma caixinha da Tiffans com um anel de brilhante tão reluzente que chegava a ofuscar os olhos, então murmurava no seu tom de voz sexy e sedutor: "Loraine, estou lhe implorando. Case comigo".
Na fantasia, Loraine aceitava o pedido de casamento. Eles se casavam num jardim com flores de todas as espécies, rosas, cravos e hortênsias, com grandes árvores com copas verdejantes e um caminho forrado de grama que parecia um tapete verde. Após a cerimônia, Sheldon a carregava através de um túnel com perfume de flores até onde se realizava a festa. Faziam um brinde e cortavam o bolo de três andares. Enfeitando a mesa, pratos de porcelana chinesa e talheres de prata, sem contar guardanapos gravados com os nomes de Loraine e Sheldon.
O único parente vivo de Loraine, Josephine, estava na festa. Encontravam-se também o Sr. Meredith e o Sr. Gersham, que ficavam surpresos ao ver Loraine e Sheldon, o casal de ouro da firma, finalmente unidos em matrimônio.
Nos meus sonhos, seria o casamento do século, Loraine disse a si mesma.
Agora via-se voltando à fria realidade, entrando numa cabine telefônica e olhando para seu reflexo no vidro.
Sou uma fugitiva, falou a si mesma. Sheldon não vai se casar comigo e não se importa nem um pouco com o bebê que carrego em meu ventre.
— Que pesadelo — sussurrou.
Recordava minuto após minuto os fatos, tentando descobrir o que havia saído errado, ou o que tinha feito para que sua vida mudasse tanto. Lembrava-se de quanto Sheldon parecia feliz antes de saber que seria pai.
De repente, confundiu o som de seu telefone celular tocando com os sinos da igreja.
Abriu a bolsa depressa, torcendo para que fosse Sheldon pedindo desculpas e propondo casamento. Aquele não era a maneira romântica como imaginara ser pedida em casamento, mas frente às circunstâncias, não tinha escolha.
— Sheldon?
— Acredite em mim, ele é a última pessoa com quem você quer falar.
Era a assistente pessoal de Loraine, Bianca, uma garota de Long Island muito amável e eficiente, mas com tendência a ser teatral. Antes que Loraine pudesse responder, a desesperada Bianca declarou:
— Chegou o fim do mundo. Você está arrasada, pisoteada, humilhada, morta, Loraine!
— O que está acontecendo?
— Apenas escute. Lembra-se de como você e Sheldon conseguiram a conta das fraldas Dreamy, da Nice Nappies, mês passado e como todos ficaram chocados quando a Nice não obteve o lucro esperado? Pois bem, agora uma comissão interna afirma que você roubou dinheiro da campanha e está sob suspeita da polícia, do FBI, da Comissão de Seguridade...
— Que dia! — Loraine retrucou, atordoada.
— Pois é, todos eles passaram por aqui. Sheldon começou a mostrar-lhes provas, arquivos e disquetes, ligações telefônicas gravadas e relatórios que incriminavam você. Então, um dos rapazes do FBI fez uma ligação e conseguiu quebrar o sigilo bancário de sua conta e...
Desde que Loraine fizera as malas e saíra de casa, duas lojas tinham recusado seus cartões de crédito, mas não haviam explicado o motivo, e nem ela, com pressa, perguntara o porquê.
Sem acesso a minha conta, estou perdida, pensou,
— Mandei um carro pegar você no aeroporto — Bianca falou. — Mas o pessoal da comissão interna quer o número da placa caso não possam prendê-la quando o avião pousar. Onde você está?
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APOSTA PERFEITA

A Aposta Perfeita
Jule McBride

Sabrina 1040




O Oeste selvagem e hostil, onde os cowboys são homens fortes…

O irresistível Jonathan West tinha muita experiência com as mulheres e uma reputação de conquistador a zelar. Por isso, ao apostar com um amigo que poderia seduzir Roxana, a mais nova celebridade do lugar, não fazia idéia da enrascada em que iria se meter. Sim, porque a única maneira de conseguir entrar na vida da linda cantora de heavy metal foi se transformar na “Sra. Simpson”, a governanta de Roxana! Como se não bastasse, Roxana resolveu se tornar confidente da “Sra. Simpson”, e Jonathan começou a descobrir os mais íntimos segredos de uma mulher. Mas o que fazer quando, ainda disfarçado de governanta, o mais durão cowboy de Montana descobriu estar apaixonado?


CAPÍTULO I



— Juro que se eu ouvir mais um comentário sequer sobre o “gigantesco” peixe que Logan pescou no rio, voltarei direto para a fazenda!
O tom de censura de Jonathan West não foi dirigido a ninguém em particular. Cansara-se de falar sobre pescaria e sobre os últimos “predadores californianos” que ameaçavam a paz campestre de Montana. De fato, tinha a impressão de já ter ouvido aqueles assuntos serem abordados dezenas de vezes no bar de Dusty. Estava precisando era de um pouco de aventura ou de um novo desafio, além dos braços carinhosos de uma mulher.
Lançou um olhar esperançoso ao redor de si, mas tudo que viu foi uma longa fila de cowboys trajando jeans, camisas com mangas dobradas, botas e chapéus. Curiosamente todos estavam de pé. O inverno antecipado de Miracle Mountain os obrigara a fazer rondas extras durante todo o outono, por isso até mesmo aqueles acostumados a longas horas de montaria se encontravam com o traseiro dolorido demais para sentar, incluindo Jonathan.
O lado bom da situação era que isso facilitava localizar as mulheres, já que elas eram as únicas sentadas nas cadeiras do bar. O lado ruim era que as onze presentes ou eram muito bem casadas ou eram suas parentes.
Sua irmã, Darla, já havia tratado de espalhar sobre o balcão suas revistas de fofocas a respeito de artistas. Seu irmão, Austin, sentado à sua esquerda, continuava segurando a mão de Crystal, sua esposa com seis meses de gravidez. Coincidentemente, aquele seria seu sexto sobrinho. O restante dos membros presentes da família West, sete ao todo, encontravam-se distribuídos ao longo do estabelecimento de Dusty, mais uma espécie de pub familiar do que um bar propriamente dito.
Apesar de toda aquela agitação, a perspectiva de passar mais um inverno “sentimentalmente” sozinho, estava deixando Jonathan mais do que aborrecido. Chegara a pensar que seu relacionamento com uma terapeuta de Silver Spoon, a cidade vizinha, teria algum futuro. Porém, durante os três encontros que haviam tido, ela insistira em enquadrá-lo em suas teorias malucas, chegando a dizer que ele sofria de um forte complexo de Édipo e que era um homem bastante insensível. Decidindo poupar seus ouvidos de tantas besteiras, ele decidira terminar tudo.
— Darla, você me considera sensível?
A irmã caçula olhou-o com um ar surpreso. Darla tinha os mesmos cabelos dourados e os olhos muito azuis de Jonathan.
— Você? Sensível? — Ela explodiu em uma gargalhada.
— Bem, obrigado pelo voto de confiança. Olhando-se no espelho atrás do balcão, Jonathan concluiu que pelo menos não parecia insensível. Tinha cabelos loiros, que no momento mostravam algumas mechas teimosas se insinuando por baixo de seu chapéu marrom, e olhos incrivelmente azuis, que as mulheres costumavam considerar irresistíveis. Seu porte físico era típico da maioria dos cowboys: ombros largos, pele bronzeada e pernas musculosas. Aos trinta e três anos, considerava-se um homem cheio de vigor, mas tudo isso não parecia ser suficiente para as mulheres, pelo menos para as que ele conhecera até então. Talvez tivesse mesmo de começar a prestar mais atenção no seu “lado sensível”.
— Sinto muito pela sinceridade, Jonathan — disse Darla —, mas você já flertou com todas as mulheres daqui até Bozeman.
Sabendo que Bozeman ficava a centenas de quilômetros dali, ele se viu prestes a protestar, mas acabou admitindo que Darla tinha um pouco de razão.
—Pode ser, mas é porque gosto de mulheres. Isso não faz de mim um sujeito sensível?
Darla revirou os olhos, indignada com o que ouvira. Porém, logo voltou a sorrir.
— Anime-se, Jonathan. Não importa o que suas namoradas digam, sempre o amarei do mesmo jeito. Além do mais, você é tão charmoso que nem precisa ser sensível.
Jonathan não se convenceu muito daquilo. Claro que precisava ser sensível, principalmente se seu objetivo fosse arranjar uma esposa. Todavia, decidiu deixar seus assuntos sentimentais de lado e voltar a se concentrar na conversa em torno de si. Deu graças ao notar que Logan havia parado de falar da maldita truta que pescara dias antes. O assunto voltara a girar em torno dos californianos.
— A maioria das celebridades compra casas em Bozeman ou em Livingston, não aqui — dizia Austin. — Particularmente, acho que Montana se tornaria um lugar bem melhor se todos eles montassem em seus cavalos e partissem ao pôr-do-sol. Como nos filmes, onde eles deveriam ficar.
— Mas por que será que ela decidiu vir justo agora, quando estamos prestes a entrar no inverno? — perguntou Crystal. — As celebridades sempre aparecem nesta região em setembro.
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PARA SEMPRE A TEU LADO

PARA SEMPRE A TEU LADO
1-800-Hero
JoAnn Ross



Guarda-costas... Herói... Amante!

Lucas Kincaid: Solitário, independente, um homem irresistível. Desistiu de trabalhar como guarda-costas, mas aceitou uma última missão.
Grace Fairfield: Seu pseudônimo é Roberta Grace, autora de romances best-sellers. As cenas de amor descritas em seus livros nem se comparam às faíscas que explodem entre ela e Lucas!
Missão: Grace está sendo ameaçada de morte, o que significa que Lucas terá de acompanhá-la dia e noite. Ele não tarda a descobrir que arriscaria qualquer coisa pela segurança de Grace... arriscaria até mesmo um futuro a seu lado...



CAPÍTULO I

Mais tarde, quando tudo estivesse acabado, Lucas Kincaid concluiria se a aventura fora prova de que os deuses, de fato, riam das peripécias dos mortais. A priori, entretanto, acreditava ser capaz de controlar o próprio destino.
Era o dia D. Dia da Despedida. A essa hora no dia seguinte, estaria cortando os mares azuis do Pacífico, rumo ao Alasca. Não tinha mais motivos para permanecer em San Francisco. Encerrara seu último caso na noite anterior, com sucesso, ao colocar num avião para Londres a estrela de cinema inglesa. Os dez dias esquivando-se das tentativas de sedução da mulher arrogante e movida a sexo durante a turnê de publicidade do filme só reforçaram sua convicção de que não tinha vocação para ser guarda-costas.
Simplesmente, não tinha a habilidade com pessoas que aquele trabalho exigia. Em parte, porque, apesar da origem sulista, herdara da avó Fancy a tendência à franqueza. Cadete na academia da Marinha, essa franqueza lhe rendera punição por insubordinação inúmeras vezes.
Outro problema seu era a impaciência com tipos egocêntricos. Durante aquele último trabalho, quase esbofeteara a ruiva, cuja vida pessoal era ainda mais ultrajante do que seus filmes eróticos.
— Provavelmente, teria gostado — resmungou, recordando o assédio da atriz.
Acabou de limpar a mesa e parou diante da janela, apreciando a vista sempre esplêndida da ampla baía azul e as vigas cor-de-laranja da ponte Golden Gate. Logo abandonaria tudo aquilo. O escritório estava silencioso, pois todos já haviam partido para o final de semana prolongado. Se zarpasse naquele instante, navegaria pela costa, atracaria em Petaluma e passaria um final de semana tranquilo na cidade histórica.
O telefone tocou. Lucas o ignorou, pois sabia que significava encrenca. Como não desistiram, sentiu o peso da responsabilidade nos ombros, outra herança de Fancy. Atendeu:
— Kincaid.
— Tinha esperança de encontrá-lo aí.
Lucas reprimiu um palavrão, contemplou a gloriosa baía de San Francisco brilhando ao sol do entardecer e, mais uma vez, considerou fugir. Então, rendendo-se ao inevitável, sentou-se na cadeira de couro e apoiou os pés em cima da mesa.
— Olá, querida. — Seu tom amigável mascarava o dissabor. — Está ligando para me parabenizar pelo encerramento do caso da estrela de cinema?
— Boa tentativa, Kincaid — retrucou a voz feminina do outro lado da linha. — Mas não vai fugir do assunto.
— Bem, não me lembro de ter fugido de nada na vida. — Quase levara um tiro no Havaí, porque aquela dançarina de hula esquecera-se de mencionar que era casada, mas tratava-se de um episódio quase esquecido.
— O assunto, como bem sabe, é sua insistência em me abandonar.
— Mas eu pedi demissão — lembrou Lucas, paciente. S. J. Slade estava determinada a mantê-lo, na mesma medida em que ele queria partir. Haviam travado uma batalha naquele último mês, com ele afirmando o tempo todo que não mudaria de idéia. — Combinamos que eu abandonaria a atividade assim que colocasse a ruiva no avião.
— Você combinou, querido. Eu, não.
— Ora, sabe que adoro mulheres teimosas? — Lucas recostou-se na cadeira. — Por que não desiste da fachada de executiva, Samantha querida, e vem navegar comigo pelos sete mares?
— Uma semana no mar e, sem dúvida, tentaríamos afogar um ao outro.
— Talvez — concordou ele, risonho. — Mas pense na farra que seria nos primeiros seis dias.
Samantha expressou desdém, mas ele sabia que ela abafava o riso. Esperava ter escapado daquela nova investida dela. Ledo engano.
— Tenho um caso para você — disparou Samantha, de chofre.
— Já lhe disse, pão-de-mel...
— Não me chame assim — ralhou ela. — E pare de falar com esse sotaque sulista. Já vi seu currículo, esqueceu-se? É formado em literatura e matemática.
— Não conto a ninguém se você não contar.
— Lucas, isto é sério...
— Você não teria ligado a essa hora, numa véspera de feriado prolongado, se não fosse. — Mentira deslavada. A proprietária da agência de guarda-costas para a qual Lucas trabalhara nos últimos dezoito meses nunca se constrangera em procurar seus agentes nos horários mais inconvenientes, fosse sábado, domingo ou feriado. — Sabe que a admiro demais, querida, mas...
— Por que não me ouve primeiro? — cortou Samantha, brava. — E tire as botas de cima da minha mesa antiga.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

AMAR OUTRA VEZ

http://i62.tinypic.com/vnpe1i.jpgAmar Outra Vez - Carol Marinelli
Amar Outra Vez

Um verdadeiro amor é capaz de resistir ao tempo?
Desejado por todas as mulheres que o cercavam, o doutor James Morrell é um homem atraente, porém com uma profunda cicatriz no coração. Obstinado pelo trabalho em um dos maiores hospitais de Londres, sua vida privada é um mistério difícil de ser revelado. Até que um dia, após um terrível acidente, uma mulher desconhecida dá entrada na emergência seriamente ferida… e precisando ser ressuscitada. Para James, Lorna McClelland era mais do que uma paciente em estado grave. Era a parte mais importante de sua alma… E que agora retornava a ele em busca de vida.

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

EM NOME DO AMOR

Em Nome do Amor - Cara Colter
 
 
 
 
INSTINTO NATURAL 
Quando aceitou ajudar Trixie Marsh, sua vizinha, a cuidar de duas meninas, o solteirão Daniel Riverton não sabia que despertaria seu instinto paternal… e as fantasias de Trixie. 

ENTRE O AMOR E O DEVER 
A princesa Shoshauna sonhava em ser livre e encontrou a felicidade nos braços do Jake Ronan. Mas ela era a futura rainha e tinha deveres. Será que o amor falará mais alto?
 

sábado, 6 de setembro de 2014

TUDO POR UMA FAMÍLIA

Tudo por uma Família - Her Pregnancy Surprise (Harlequin Special nº 83)
--Baby on Board-- - Susan Meier

Desde o momento em que pegou a filha nos braços pela primeira vez, Grace soube que sacrificaria qualquer coisa por ela. Mesmo que isso signifique se encontrar novamente com o homem que partiu seu coração, e que nem mesmo sabe que se tornou pai… Danny Carson é o antigo chefe de Grace, e está mais lindo e atraente do que nunca. Mas uma tragédia em seu passado o deixou descrente do amor. Ainda assim, e apesar da desconfiança de Grace, ele quer estar presente na vida da pequena Sarah. Contudo, será que Danny conseguirá superar seus traumas e formar uma família de verdade?

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CADA TOQUE SEU - SUSAN MEIER

Cada toque seu - (Special 86) - Susan Meier

Novo Caminho

Missy Johnson se desdobra para cuidar de seus trigêmeos e administrar seu negócio em ascensão. É muito trabalho para uma pessoa só! Ela só não contava que Wyatt McKenzie, que acabou de voltar à cidade, estivesse disposto a ajudá-la…

Corações Unidos

O magnata Dominic Manelli procura Audra Greene porque precisa de ajuda para cuidar do sobrinho órfão. Mas ele acaba caindo em uma armadilha do coração... O playboy deixa de querer as noites na cidade para ficar com Audra e o bebê!
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

PODER & PAIXÃO - ACORDO & DESEJOS


PODER & PAIXÃO:

ATRAENTE DESAFIO – JENNIFER HAYWARD
O magnata do vinho Gabe De Campo demitiu sua assessora três semanas antes do maior evento de lançamento que o mercado já viu. Alexandra Anderson é a última
mulher com quem ele deveria trabalhar, mas a única que pode ajudá-lo. Gabe e Alex sempre formaram uma combinação letal. Contudo, há muito em jogo, e qualquer falha é inadmissível. Eles conseguirão controlar a poderosa atração em nome do profissionalismo? Ou a paixão será mais forte?

FRUTO DE UMA NOITE – JENNIE LUCAS

Como governanta do magnata Cesare Falconeri, Emma Hayes era incumbida de dar caros presentes de despedida às conquistas dele! O que sempre machucava seu coração. Até que uma noite ela tomou coragem e realizou seu sonho… Cesare já tivera um casamento desastroso, e jurou que aquilo jamais se repetiria. Ele estará preparado para quebrar sua promessa ao descobrir o resultado de uma noite apaixonada?

PRIMEIRA VEZ – AIMEE CARSON

O novo chefe de Jacqueline é ninguém menos que Blake Bennington, o irmão mais velho de sua amiga. Controlador e com a mania de estar sempre certo, ele é do tipo que faria Jax sair correndo. Mas mesmo com toda a sua irreverência, ela precisa admitir que Blake é irresistível em seu terno sob medida…Tirá-lo do sério (e do terno) será uma experiência tentadora…

MÁSCARA DE ESPOSA – ANNE OLIVER

Para Jordan Blackstone, casamento está fora de cogitação. Quando precisa encontrar uma falsa esposa com urgência, tem de ser criativo. Chloe Montgomery parece ser perfeita: aventureira, deslumbrante e avessa a compromisso. Mas a chama da paixão de repente acende, e a lua demel em Dubai começa a parecer real demais! Será que Jordan finalmente encontrou a mulher por quem vale a pena quebrar regras?


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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Cena de Desejo & Cena de Ousadia (Os Hudson de Beverly Hills 2/3 - Desejo Dueto 052)


CENA DE DESEJO – BARBARA DUNLOP
Se havia algo que Charlotte Hudson aprendera durante seus 25 anos de vida era como ser adequada. Então, como ela, a filha de um embaixador, tinha conseguido parar em uma filmagem maluca no meio de um castelo na Provença com o playboy francês Alec Montcalm? Enquanto os parentes dela da Hudson Pictures estavam ocupados gravando cenas no Chateau Montcalm, o verdadeiro drama acontecia atrás de pesadas portas centenárias e debaixo de lençóis de seda. Charlotte sabia que aquele caso insano e secreto não poderia durar muito. Até descobrir que estava grávida…


CENA DE OUSADIA – EMILIE ROSE
Sob a pressão matadora de Hollywood, o produtor de cinema Max Hudson era um mestre na arte de fazer acontecer. Para seu desespero, a aproximação de um prazo final o estava deixando com a corda no pescoço, por isso ele não permitiria que ninguém, nem nada, cruzasse seu caminho… Especialmente sua assistente de longa data, Dana Fallon. Afinal, o sistema nervoso e a libido de Max haviam sido abalados.

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